quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Em sonolências


virtual.
Procuro na espuma, da praia que caminho, as miudezas de uma vida
o não mais estar sozinho, o vento sopra e dá um respiro,
e me faz tão tranquilo, que até posso raiar como um sol.
Despeço da cidade e saio quando a noite cai,
mergulho nos abismos e me farto de estar só.
Me chamas por um nome que sabes que não é o meu,
não conheces o meu rosto e não sabe quem sou eu,
mesmo assim, me fala de carinho, me traz o equilíbrio.
então me diga o que quero escutar enquanto minha mão treme para o choro chegar.
me faz lembrar de tudo que eu vivi confuso, e acha tão bonita a minha cicatriz.
então sorrio, lembro da dor, que amortece toda lembrança.
não faz assim, não provoque o meu jeito triste, não me torne tão cinza como este dia.
e ainda naquela praia, a espuma vem e diz, dos naufrágios das despedidas
e de tudo que combina comigo.
me misturo a este sal, nos olhos e na boca, a lembrança que agora deixa minha voz rouca
e deste olhos que assim, desmedido olha tudo, cai a lágrima salgada e um pouco de mim junto.
faça que essa mão que sem querer me feriu acalme essa dor
Por que assim sei que me acalmarás e me deixará menos confuso como a onda que vem quebrar.
acalma esse meu peito, abranda a cicatriz, faz com que a dor volte por onde vim.
E que misture ao mar e a essa melancolia, para sorrir quando voltar  a luz do dia.


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